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Sumario / Maio 2008
Perdidos no Sahel.
Pág 2.
A estrada não era uma estrada.Os seus dois sulcos conduziam ao Darfur e à guerra no Oeste do Sudão, partindo da fronteira não assinalada com o Chade. Este era o sumário de grande parte do Sael: não cartografado, invisível, mas mesmo assim delimitado. A terra prolongava-se à distância, numa monotonia de camadas de gravilha e erva seca de tal maneira translúcida e tão quebradiça que parecia feita de vidro soprado. O horizonte, de cor férrea, mantinha-se imutável. E, contudo, a cada hora que passava, atravessávamos fronteiras, a maioria das quais invisíveis.
Tesouros submersos do Antigo Egipto.
Pág 36.
Mais de uma década de escavações subaquáticas no antigo porto de Alexandria e na vizinha baía de Abukir permitiram resgatar das águas um fabuloso legado.
Biomimetismo, desenho natural.
Pág 60.
Era um dia de Fevereiro sem nuvens, no pino do Verão, quando o biólogo especializado em evolução, Andrew Parker, se ajoelhou na escaldante areia vermelha do interior australiano, mesmo a sul de Alice Springs, para ajudar um diabo-espinhoso a introduzir a pata direita traseira dentro de uma taça de água.
A manobra não era tão arriscada quanto poderia parecer: embora coberto de espinhos afiados, este lagarto, de apenas dois centímetros de altura na região do ombro, fitou Andrew com apreensão, como um dinossauro bebé que tivesse perdido a progenitora. Tinha um aspecto demasiado encantador para a severidade do ambiente que o rodeava, habitat de uma percentagem alarmantemente elevada das cobras mais venenosas do mundo.
Camaleões, exibição e camuflagem.
Pág 84.
os últimos 15 anos, o biólogo checo Petr Necas fez em média quatro viagens por ano para estudar camaleões. Deslocou-se a vários países de África e, naturalmente, a Madagáscar, onde vivem 40% das espécies destes curiosos répteis e de onde são originárias todas as que ilustram a reportagem. Petr esteve também em Espanha, onde existe apenas o camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon), na Grécia, na Índia e na península Arábica.