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Sumario / Janeiro 2009
Marte.
Pág 2.
Há muito que Marte exerce o seu fascínio sobre a imaginação humana.
As sociedades da Antiguidade consideravam sinistra ou violenta a “estrela” vermelha de movimentação errática que observavam no céu: os gregos identificavam-na com Ares, o deus da guerra, enquanto os babilónios lhe atribuíram o nome de Nergal, deus do mundo subterrâneo. Para os antigos chineses, chamava-se Ying-huo, o planeta de fogo.
Ouro.
Pág 20.
À semelhança de muitos dos seus antepassados incas, Juan Apaza vive dominado pelo ouro. Descendo por um túnel gelado a 5.100 metros de altitude, nos Andes peruanos, este mineiro de 44 anos masca um punhado de folhas de coca, preparando-se para a fome e fadiga que inevitavelmente o aguardam.
Nansen.
Pág 48.
Num frio fiorde, sobre uma ponta de solo rochoso, Oslo criou uma espécie de cemitério nacional para navios famosos. É uma façanha típica de noruegueses: que outro país construiria criptas públicas em torno dos seus navios mais amados, preservando-os para serem admirados para sempre?
Bioko.
Pág 70.
Em 1551, um estranho animal foi exposto ao público na cidade alemã de Augsburgo. Tinha dedos de aparência humana nas patas superiores e anteriores e uma “natureza alegre”, embora também mostrasse tendência para virar costas aos espectadores. Baseando-se numa ilustração da criatura, os biólogos crêem que o mais provável era tratar-se de uma espécie de mandril (Mandrillus leucophaeus), um primata semelhante ao babuíno.
Muskwa-Kechika.
Pág 94.
O trilho através da passagem de Misery é invisível para quem não souber exactamente o que procurar. Aqui, junto às nascentes do rio Gataga, na Colúmbia Britânica, não há estradas, apenas trilhos de animais – e é assim que Wayne Sawchuk gosta. “Tem de haver um sítio no mundo onde tenhamos de encontrar o nosso caminho”, diz. “Basta ter alguma coragem.”