Fotografia de Alexi Hobbs

 

Tolerados ou odiados, os alimentos geneticamente modificados estão a chegar aos supermercados. A soja e o milho já estão à venda nos EUA desde a década de 1990 e o primeiro animal comestível geneticamente modificado poderá vir a seguir. Trata-se de um peixe de aquicultura conhecido como salmão AquAdvantage.

Desenvolvido por cientistas canadianos, o peixe é um salmão-do-atlântico com duas alterações no seu DNA: um gene da hormona de crescimento do seu parente maior, o Oncorhynchus tshawytscha, e material genético de Zoarces americanus, semelhante a uma enguia, para manter a hormona de crescimento activa. O peixe, que é fêmea e estéril, deve atingir rapidamente o tamanho máximo nos tanques instalados em terra. Para ajudar a alimentar um planeta esfomeado, a mesma tecnologia poderá ser utilizada noutras espécies. Apesar disso, a empresa foi multada por violações ambientais e os críticos temem que o peixe escape para ambientes não controlados e crie problemas. Por enquanto, ainda não foi aprovado para consumo humano. Se assim acontecer, o cientista principal da Ocean Conservancy, George H. Leonard, exige que “ele seja rotulado para os consumidores poderem votar…com a carteira.”

 

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