O olhar dos nossos leitores mostra-nos uma visão do mundo muito pessoal. Conheça as nossas escolhas deste mês.

Na safra do atum, nos Açores, os anzóis voavam por todos os lados. Refugiado atrás da máquina fotográfica, o fotógrafo João Nuno Gonçalves, de Portimão, pensou estar seguro até estes começarem a bater na objectiva! A imagem capta um momento mágico de “como o atum não vem das latas”, diz o autor. “Vem do suor destes homens que são mais do que indivíduos a tentar ganhar a vida – são pescadores.”

 

Ao largo da ilha de Moçambique, o fotógrafo Nuno Nóbrega, de Cantanhede, seguiu esta baleia durante quase dois quilómetros. “Ela afundava e levantava metros mais à frente”, conta. Num dos mergulhos, o animal fez algo inédito: “Deu um impulso com a barbatana traseira e saltou.” Nesta região do Índico, as baleias têm revelado cada vez mais receio das embarcações.

 

Desde o início da brama que o fotógrafo João Almeida, da Lousã, foi algumas vezes ao cimo da serra, observar e fotografar veados. Procurava a composição fotográfica perfeita. Certa manhã, muito cedo, enquanto a luz irrompia pelo bosque, “fiquei camuflado no território deste macho na expectativa de que ele e o seu harém aparecessem”. O macho saiu do local onde pernoitara e passou mesmo à frente do autor. “Talvez por detectar algum odor, olhou na minha direcção e permitiu que fizesse esta fotografia!”

Na lagoa da Vela, parte de um sistema de lagoas de água doce do concelho da Figueira da Foz, Pedro Baptista, de Coimbra, costuma fotografar com um hidrohide, um abrigo flutuante camuflado que permite deslocação pela água. A garça-real é abundante na lagoa. A água estava particularmente calma pela ausência de vento, e a luz ténue do Sol destacava a ave, enquanto ela sacudia as penas preparando-se para nova sessão de caça. “É uma ave elegante, grande e sempre alerta”, diz o autor deste incrível reflexo.

 

 Na lagoa do Capitão, no Pico, o fotógrafo Pedro Silva, das Lajes do Pico, reparou no “chapéu” de nuvens em formação na montanha. “Assim que o Sol ultrapassou o horizonte visual, comecei a notar que a luz reflectia no ‘chapéu’ e que o efeito era singular”, diz. “Só tive tempo de trocar a lente e, segundos depois, já tudo tinha terminado.” 

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