Parque Zion

Desfiladeiros e penhascos definem a paisagem recortada pela água do Parque Nacional de Zion, no Sudoeste do Utah.

Texto: Norie Quintos
Fotografia: Josh Hydeman

Os aventureiros que procuram reinos de outro mundo deveriam apontar o olhar para um desfiladeiro chamado Subway.

É preciso uma licença para visitar esta maravilha. Existem duas formas de aqui chegar: caminhando 14 quilómetros ida e volta ou praticando canyoning, um misto de caminhada, rapel e outras actividades. Para esta imagem, o fotógrafo Josh Hydeman escolheu o canyoning. “Quando chegámos, já era tarde”, diz. “O desfiladeiro parecia uma caverna. Houve um encontro de luz, cor, momento e beleza.”

Zion está “crivado de desfiladeiros estreitos, escuros, lindos e cheios de água”, diz Josh. Um dos melhores exemplos é o Narrows, um dos preferidos dos caminhantes, embora isso implique uma molha. O parque também oferece trilhos acessíveis para cadeiras de rodas, observação da vida selvagem e de estrelas. Os montanhistas testam a sua coragem em alguns dos penhascos de arenito mais altos do mundo. Enquanto sobem, também podem registar avistamentos de morcegos, ajudando a proteger esses mamíferos.

A água esculpiu apenas o terreno há mais de dez mil anos, mas ajudou também a atrair os humanos: os fremont, os puebloan e outros povos. Alguns esculpiram imagens nas paredes e construíram as suas casas nas falésias. Tendo chegado aqui até ao século XIII, os paiute do Sul chamaram à área Mukuntuweap (“como uma flecha recta”). A invasão dos colonos forçou-os a sair dali, mas novas gerações regressaram para se reunirem e honrarem a terra. O Museu da História Humana do Parque conta as suas histórias.

Os números:

80 licenças diárias emitidas para visitar o desfiladeiro Subway slot, na imagem

10.000 anos, a idade dos artefactos humanos mais antigos encontrados no parque

60.189 área do parque em hectares

Pesquisar