Nepal 

A subida ao acampamento-base de Annapurna no Nepal aproxima-nos dos cumes dos Himalaia, sem as multidões do Evereste.

Texto: Mary Anne Potts
Fotografia: Emily Polar

Comparada com a subida ao acampamento-base do Evereste, a ascensão até à área de preparação do Annapurna revela altitudes mais baixas e sobretudo menos seres humanos na montanha. Esta rota permite que os montanhistas penetrem na cordilheira do Annapurna em vez de contornarem o seu perímetro.

Regresso ao turismo

O Nepal é um dos principais destinos de montanhismo do mundo. Um sismo devastador em 2015 e a pandemia mantiveram os viajantes afastados nos últimos anos, mas agora os aventureiros estão a regressar. “As montanhas parecem muito próximas aqui”, diz a fotógrafa Emily Polar sobre a caminhada até ao acampamento-base Annapurna, que oferece panorâmicas épicas dos picos de Dhaulagiri e Machapuchare.

A rota

A caminhada até ao acampamento-base de Annapurna é uma rota circular de vários dias, idealmente realizada na Primavera ou no Outono, para evitar a monção. Os montanhistas podem viajar de avião até Katmandu e seguir depois para Pokhara.

As casas de chá locais são a espinha dorsal da experiência e oferecem acomodações rústicas e comida. O dal bhat, o tradicional prato de lentilhas e arroz do Nepal, é especialmente popular entre os montanhistas famintos.

A paisagem

A rota atravessa zonas ecológicas localizadas na primeira área de conservação do Nepal e na sua maior área protegida.

Serpenteia pela floresta exuberante (onde talvez consiga avistar o langur-cinzento do Nepal), passando por cascatas e terraços de cultivo, antes de emergir numa paisagem de rochas íngremes e cumes nevados. “Caminha-se num circo, um anfiteatro de montanhas, que emoldura todo o acampamento-base”, diz Emily Polar.

Os números

8.091
Altura do Annapurna I, em metros

4.130
Altitude do acampamento-base em metros

1977
Ano da abertura da região aos montanhistas estrangeiros

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