quitina

O revestimento iridescente das asas e do abdómen do escaravelho metálico perfurador de madeira da espécie Eurythyrea quercus contém quitina, uma substância que lhe fornece uma protecção semelhante a uma armadura.

A quitina é a componente principal do exoesqueleto dos artrópodes, a primeira forma rígida a evoluir em organismos multicelulares. Os artrópodes fabricam quitina há 550 milhões de anos.

Texto: Zsófia Maglóczky
Fotografias: Nikola Rahmé

Os artrópodes são o grupo mais diversificado do reino animal. Entre eles, os recordistas evolutivos são os insectos, graças à sua capacidade de adaptação a muitos ecossistemas diferentes, tanto na água como em terra. A versatilidade dos artrópodes deve-se, em grande parte, à quitina, substância que forma o seu revestimento externo duro, bem como as asas e outras partes flexíveis. À semelhança da celulose, elemento essencial para a construção das paredes celulares das plantas, a quitina é constituída por moléculas de glucose, mas também contém azoto, produzindo uma estrutura firme.

A quitina é o componente principal do exoesqueleto dos artrópodes, a primeira forma rígida a evoluir em organismos multicelulares: os artrópodes fabricam quitina desde há 550 milhões de anos. Segregada pela epiderme, a camada macia exterior semelhante à pele, a quitina associa-se a outros compostos para formar a cutícula cerosa e repelente de água. É um material excepcionalmente duro, mas flexível.

Material duro, mas flexível, a quitina fortalece as mandíbulas para que estas cortem rocha e metal. Fornece ainda elasticidade entre os segmentos rijos do corpo, favorecendo a velocidade e a agilidade.

A quitina fortalece as mandíbulas dos insectos para conseguirem cortar rocha e metal e fornece elasticidade entre os segmentos rijos do corpo, dando-lhes velocidade e agilidade. As escamas minúsculas e delicadas que revestem alguns insectos, como as borboletas, também contêm quitina. É uma parte integral dos tubos finos das traqueias que compõem o seu sistema respiratório e os pêlos que recolhem o pólen.

A quitina parece ser capaz de fazer quase tudo, excepto permitir a expansão de um exoesqueleto. Por isso, para crescer, os artrópodes têm de fazer mudas. Ciclicamente, não têm outra escolha senão despir temporariamente a sua cobertura quitinosa, a troco de um pouco de espaço para crescer.

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