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O dia 17 de Dezembro de 1903 ficará para sempre gravado na história como aquele em que se cumpriu o antigo sonho dos humanos de ganhar asas e voar. Naquele dia a pequena povoação de Kitty Hawk, na Carolina do Norte e os irmãos Wilbur e Orville Wright tornavam-se num marco da aviação. O momento ficou registado numa fotografia captada numa câmara dos próprios irmãos Wright, operada naquele dia por um funcionário de uma instituição vizinha que prestava socorros a náufragos - John Thomas Daniels, Jr., que nunca havia fotografado antes. Jamais um fotógrafo amador se tornaria célebre tão rapidamente.

Quando se vêm as imagens daquele dia e se reconstroem aqueles acontecimentos é difícil conceber quanto o mundo mudou entretanto. Dezanove anos apenas após aquela proeza, Gago Coutinho e Sacadura Cabral ligavam Portugal e o Brasil numa atribulada viagem aérea.

Actualmente calcula-se que em cada instante existam cerca de dez mil aviões de passageiros no ar. Durante décadas a aviação estava reservada às elites mas após a Segunda Guerra o transporte aéreo foi-se democratizando e acesso a este meio de transporte tornou-se banal.

O transporte aéreo permitiu progressos tecnológicos e civilizacionais inestimáveis mas só mais recentemente nos começamos a aperceber de que esta tecnologia não estava isenta de problemas. As alterações climáticas são uma realidade que nos coloca perante uma visão de um abismo que temos de coletivamente ultrapassar. Apesar de a aviação ser por comparação responsável por uma pequena parte das emissões de gases com efeitos de estufa, o sector dos transportes no seu conjunto tem um peso significativo.

Enquanto passageiros temos um importante papel a desempenhar no desenvolvimento do turismo sustentável, ao começar a planear a viagem podemos optar por escolhas conscientes que podem fazer a diferença. Por exemplo, em viagens de longo curso, optar por voos diretos faz sentido já que, parte significativa das emissões acontece durante a descolagem e aterragem.

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Do lado das companhias aéreas tem havido também um esforço para ajudar a reduzir as emissões de CO2.

Diversas companhias aéreas não só estão a investir em aviões mais avançados, que consomem menos, sendo mais eficientes energeticamente, como criaram programas de compensação de carbono através de políticas internas ou através de opções que permitem ao viajante contribuir directamente para a redução da sua pegada ecológica.

A inovação passa também pela utilização de combustível de aviação sustentável, um substituto puro do querosene fóssil, com origem no de óleo de cozinha reciclado de restaurantes. É mais limpo, reduz as emissões e as emissões que produz têm partículas menores, o que é importante para a qualidade do ar.

É o caso da KLM, que vai começar a integrar na sua frota 100 novas aeronaves Airbus A320neo, que reduzem o consumo de combustível e as emissões de CO2 em 15% e que, desde 2019, desenvolve um combustível, o querosene sintético sustentável. Em Janeiro de 2021, a KLM foi a primeira companhia aérea do mundo a fazer um voo comercial de passageiros com esta mistura combustível.

O combustível de aviação sustentável (também conhecido por SAF) reduz, pelo menos, 75% das emissões de CO2, em comparação com o combustível fóssil tradicional, uma diferença percentual significativa para o ambiente. É ainda necessário desenvolver a produção em grande escala desta alternativa para permitir a sua incorporação em todos os voos, no entanto os primeiros passos já foram dados. Cabe agora aos passageiros optarem por voos que utilizem este tipo de combustível, com a procura a aumentar os custos de produção passam a ser inferiores e todos contribuímos para as viagens de avião serem mais sustentáveis.

Ao reservar um voo na KLM o viajante pode ainda escolher aderir ao programa CO2ZERO, que contribui para a iniciativa de reflorestação "CO2OL Tropical Mix" no Panamá e, deste modo, contribuir directamente e de uma forma simples para compensar a pegada ecológica. Actualmente com o projeto de reflorestamento "CO2OL Tropical Mix" no Panamá, 7,5 milhões de árvores já foram plantadas e 15 espécies ameaçadas de extinção retornaram às florestas.

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