Castelo de guimarães

Cénico e repleto de história, o Castelo de Guimarães zela pela cidade.

O Castelo de Guimarães é um dos maiores ex-líbris da portugalidade e serve de mote para um passeio pela história de Portugal.

Situado na “Colina Sagrada” (o antigo monte Latito), entre o Campo de São Mamede e a capela de São Miguel (onde supostamente Dom Afonso Henriques terá sido baptizado), o Castelo de Guimarães representa o berço, como os vimaranenses convictos defendem, de uma nacionalidade que prevalece desde 1143 e representa uma cidade que, com respeito por todas as outras, não tem igual no país.

Naturalmente, o castelo moderno pouco tem que ver com a sua génese. As intervenções dos séculos XIX e XX modificaram muito a sua estrutura. As origens remontam a 967, quando Mumadona Dias, mulher do conde de Tui e tia de Ramiro II de Leão, fundou, na sua herdade de Vimaranes, um convento. Foi em torno deste mosteiro que se terá formado o povoado, que rapidamente se desenvolveu pela fertilidade das terras irrigadas pelos rios Vizela e Ave.

Castelo de guimarães

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A decisão da Condessa Mumadona

Como as incursões dos mouros eram frequentes, a condessa Mumadona mandou erguer uma casa-forte que garantisse a segurança da população e dos frades e das freiras ali concentrados. Começaram a erguer-se, então, os muros do primitivo castelo, inicialmente de terra e madeira, do qual existe referência documental desde 968, com a designação de castelo de São Mamede.

Em 1109, o conde Dom Henrique e a mulher Dona Teresa, através de uma doação de mérito pelo auxílio na Reconquista Cristã da Península Ibérica por parte do rei Afonso VI de Leão, fixaram residência em Guimarães, que se tornou a capital do Condado Portucalense. A história estava prestes a começar.

Castelo de guimarães

A Igreja de São Miguel do Castelo.

Declínio acentuado

Sob o impulso de Dom Henrique, o castelo assumiu o seu carácter eminentemente defensivo: foram construídas mais e maiores muralhas, ergueram-se novas torres, a torre de menagem tornou-se mais imponente. Abriram-se também inúmeras seteiras ao longo das paredes de granito.

Os reis da primeira dinastia também contribuíram com novas obras, mas foi com Dom Dinis que o castelo tomou um aspecto quase semelhante ao actual – na fisionomia externa, naturalmente.

Apesar de ter sido palco de diversos episódios bélicos, o castelo entrou na sua fase de declínio a partir do século XV, quando perdeu a sua função defensiva. No século seguinte, funcionou como cadeia e, a partir do século XVII, entrou em processo de ruína. Depois de períodos atribulados, onde se chegou a propor a sua demolição, a tábua de salvação surgiu em 1910, com a classificação de Monumento Nacional. As obras de restauro iniciaram-se em 1937 e o castelo recuperou parte da pátina de outrora.

Outros passeios

Altar da nacionalidade, o castelo também serve de mote para explorar o antigo território do Condado Portucalense. Além da Capela de São Miguel e do Palácio dos Duques de Bragança, quase contíguos à fortaleza, distingue-se o centro histórico, não muito distante, e que corresponde a uma viagem no tempo até à Idade Média.

 Com tempo, explore-se o monte da Penha, que é o verdadeiro miradouro da cidade, e, um pouco mais longe, não se deve descartar as visitas às vilas de São Torcato e Serzedelo, ao Campo da Ataca, às Caldas das Taipas e ao mais bem conservado exemplo da cultura castreja em Portugal – a Citânia de Briteiros. Em torno de Guimarães, o visitante dará por bem utilizados os dias aqui passados, pois o património histórico não se esgota.

mapa castelo de guimarães

Castelo de Guimarães

Rua Conde Dom Henrique, Guimarães

Horário: Todos os dias da semana, das 10h às 18h

Contactos: Tlf.: +351 253 412 273

GPS: 41º26’52.28 N 8º 17’25.11 O

 

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